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Declarações de amor à leitura: Apaixonei-me por Ti - Patrícia Varela

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Esta é uma carta de amor à leitura enviada por uma amante das letras e seguidora do blog. Patrícia Varela estuda jornalismo na Universidade de Cabo Verde. Leitora compulsiva, é apaixonada por Augusto Cury. Na carta  lê-se : "Já lá vão três anos de conhecimentos, três anos de muito amor e paixão. Já lá vão três anos de familiaridade e muito mergulho nas tuas, doces, palavras. Nesses três anos, aprendi contigo um leque de coisas. Contigo aprendi a viajar no tempo e imaginar o além.  Ao teu lado aprendi a conquistar os meus próprios sonhos. Aprendi a voar, a enfrentar o mundo e os desafios que dele advêm. Nas tuas, doces, palavras sonhei, sonhei em ser rainha para petiscar a vida. Um dia sonhei, sonhei que contigo fui ao deserto, sopraste no meu ouvido e fiquei perplexa. De repente dei conta, de que és o amor da minha vida, «a escola da vida».  Nesta «escola da vida em folhetos» aprendi que a «vida por si só é uma grande av...

Ler é magia - Carmen Araújo

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Quando a Evelise Carvalho (responsável por este blog tão construtivo) convidou-me para escrever um texto sobre a minha experiência com a leitura (as minhas referências, motivações), confesso que fiquei um tanto quanto confusa. "Como hei de fazer isto?", perguntei a mim mesma. Mesmo com essa dúvida a dar cambalhotas na minha cabeça, decidi aceitar - e foi preciso apenas 10 segundos para dizer "Sim, claro...com muito prazer". Fiquei com essa mesma dúvida até o momento em que comecei a escrever estas linhas. Desatei-me a imaginar os vários textos que eu já li, de vários escritores,  blogers , sobre o hábito de leitura. É que, realmente, não é tarefa fácil. Quando decidimos fazer algo do género, temos que ter em mente que não escrevemos apenas para transpor aquilo que sentimos como forma de dizer "pronto! As minhas experiências já foram digitadas, registadas, etc etc". Escrevemos, também, para despertar no leitor um sentimento semelhante ou igual ao que s...

Onde estão os jovens desta geração?

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Onde está o grito da mudança e o som do fazer-se diferente? Já não há jovens nesta geração! São todos covardes, tolos e medrosos.  Onde está a tenacidade de Martin Luther King, Nelson  Mandela e Amílcar Cabral? Perdoa-me Cabral! Perdoa-me Luther King! Perdoa-me Mandela! Mas, os jovens desistiram das vossas lutas. Já não querem liberdade e amam o cativeiro deste sistema hipócrita. Curvam-se diante de gravatas vermelhas de um Tramp(a) qualquer e mataram o último Obama. Já não querem lutar, Cabral. Não. Não querem dar continuidade à tua nobre luta. Desistiram de ter voz. São, agora, porcos acomodados e inúteis. Presos em telas que levam ao nada.  Tentei chama-los, Luther King, e mostrá-los que ainda temos um sonho pelo qual lutar. Sim, eu disse-lhes, Mandela, eu disse-lhes que somos irmãos e que não há segregação.  Lembrei-lhes, Cabral, lembrei-lhes, que prometemos ser flores da tua árvore da revolução. Mas, não me ouvem. Estão ocupa...

Crítica literária Por: Vadimila Borges

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Crítica literária Escondido nas prateleiras, em modo discreto como se não quisesse ser descoberto, um livro cujo título é extremamente sedutor, convidava para uma longa viagem, passando por diversos contextos: A Prostituição Conjugal. Escrita pela psicóloga Christine Dessieux, esta obra aborda histórias de vida reais, fruto da coletânea de vários depoimentos de suas pacientes. As personagens são mulheres frustradas e infelizes que vivem dentro de um casamento onde a única satisfação realiza-se em compras, conta bancária e boa posição social; senhoras que se casaram não por amor e muito menos por desejo, considerados motivos básicos e clássicos para a concretização de qualquer união. Relata desabafos de mulheres que sem desejo e sem prazer entregam seu corpo ao marido que, em muitos casos, pouco se importa se o clímax foi atingido por ela; onde o ato sexual é realizado sob as mais perversas formas de aberração sexual, em que a mulher é concebida como um objeto de prazer, sem vo...