José Eduardo Agualusa nasceu na cidade de Huambo, em Angola. Estudou Agronomia e Silvicultura. De ascendência portuguesa a brasileira, foi jornalista e editor. Seus romances já renderam prémios nacionais e internacionais. Sobre a literatura cabo-verdiana, o autor diz que esperava um progresso mais acentuado como aconteceu a nível da música, por exemplo . Quando é que descobriu, em si, o gosto pela escrita, decidindo: “tenho mesmo de escrever”? Eu acho que a gente acaba escrevendo por causa da leitura. O escritor é sempre um grande leitor. Eu me lembro perfeitamente qual autor é que me empurrou para a escrita. Foi Eça De Queirós. Eu li Os Maias , quando tinha 17 ou 18 anos e fiquei completamente arrebatado pelo Eça e assim fui ler toda sua obra. A partir daí, comecei a escrever. Nasceu aquela vontade e comecei a escrever nessa altura. Então, se tivesse que apontar um autor que admira e que o inspira seria o Eça de Queirós? Seria! Como é que se sentiu quando termin...
1- Orgasmo literário – clímax de prazer que o leitor ou escritor sente na sua relação com um livro (ao ler ou ao escrever); 2-Bloqueio literário – estado de um autor perde a sua inspiração ou criatividade literária ou ainda, estado em que leitor não consegue dar seguimento a uma leitura; 3-Coma literário - estado de inconsciência em que o leitor fixa sua atenção um determinado género literário, serie de livros ou autor, do qual não pode ser despertado, não aceita outras sugestões e não consegue ler outra coisa; 4-Ressaca Literária - quando o leitor acaba de ler um livro, que acha “MUITO BOM”, e não consegue ler o próximo, porque acha que nenhum outro será igualmente bom; 5-Traumatismo literário – quando o autor escreve um livro que gera muitas critica negativas e fica muito abaixo das expectativas e sente medo de publicar um próximo livro; ou então, quando o leitor cria alta expectativa em relação a um livro e é desapontado...
Foto by: Alex Todosko Disse-me um dia alguém que é mais fácil falar a verdade a desconhecidos. Pensava que era algo frívolo mas, agora começo a ver certa verdade nessas palavras. Não cheguei ao ponto de acreditar vividamente nelas ao atribuí-las qualquer mérito. Quem sou eu para o fazer? Mas, o nosso relativo desconhecimento faz-me sentir um particular à-vontade entre os teus olhos e os meus segredos, que contar-te-ia qualquer verdade. E olha que eu sempre fui de meios sorrisos e meias palavras. Nunca senti tanta necessidade de desvestir-me como sinto ao pé de ti. Sempre fui suficientemente autoconfiante e nunca fui dessas que acreditam em almas gêmeas, apesar de agradar-me o seu conceito. Sempre acreditei que o verdadeiro romance não tem nada que ver com fantasias. Romances são momentos que naturalmente acontecem e nos fazem estar tão confortáveis ao ponto de não ter de criar qualquer expectativa. Sem planos. Sem cobranças. Sem ressentimentos. Creio que de isso o amor se t...
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